Você precisou adotar uma postura de sobrevivência muito cedo.
Para isso, passou a se preocupar em manter tudo sob controle: a casa, o bem-estar da família, ser o alicerce de todos — ou aprender a se bastar sozinha.
A cada instante, uma preocupação diferente: como se portar, como se defender de críticas, de ataques e até de assédios.
O objetivo era sobreviver em meio ao caos do seu cotidiano.
Engolir as mágoas, os traumas, os desejos e a própria vulnerabilidade.
Se anestesiar da dor foi o caminho encontrado para suportar o que parecia insuportável. E, para isso, você seguiu funcionando: trabalhando, cumprindo a rotina, atendendo às expectativas alheias e às próprias — essas, muitas vezes, ainda mais pesadas.
E junto de tudo isso, aquela sensação constante de insuficiência.
Ao lado dela, um desejo silencioso de querer mais.
Mas querer mais o quê?
De repente, você acorda ansiosa, desanimada e começa a se questionar:
“O que há comigo? Estou fazendo tudo certo… está tudo bem.”
Será?
Talvez sim, na perspectiva do modo sobrevivência.
Mas, lá dentro, você deseja mais.
Em alguma medida, sabe que quer mais da vida e mais de si mesma.
Porém, ainda se prende pelo medo.
Pela culpa de querer mais do que sua mãe ou sua família tiveram.
E pela angústia de mudar a forma como olha para a vida.
Medo de florescer…
Porque, para isso, será preciso enfrentar dores antigas e o medo de ser e fazer diferente.
Você se acostumou a viver no modo sobrevivência, mas não precisa continuar existindo assim.
Talvez essa ansiedade e essa angústia estejam tentando te mostrar que é hora de construir uma nova forma de ser. A psicoterapia é uma excelente ferramenta para isso.
Talvez seja a sua hora de FLORESCER. ✨
Marcela Duarte: 06/124627